António José Seguro, de 64 anos, espera que as averiguações relacionadas com o ministro da Administração Interna, Luís Neves (60), sejam concluídas rapidamente. O Presidente da República defendeu ainda que cada órgão de soberania deve assumir as responsabilidades que lhe cabem.

Questionado pelos jornalistas durante uma visita à Bienal Internacional de Arte de Vila Nova de Cerveira, Seguro lembrou que as funções de cada instituição estão claramente definidas.

“A nossa Constituição é muito clara quanto às competências e às atribuições de cada órgão de soberania. Aquilo que eu desejo é que cada um assuma a sua responsabilidade”, afirmou.

O Presidente da República mostrou também vontade de conhecer rapidamente os resultados dos vários processos em curso: “Desejo que os inquéritos, auditorias e investigações que estão a ser feitas decorram o mais rapidamente possível para nós conhecermos as conclusões”, acrescentou.

Seguro garantiu ainda estar a acompanhar atentamente o caso. “Sou um Presidente muito atento aos factos”, assegurou, acrescentando: “Falo com quem devo, onde devo e quando entendo que devo falar. E respeito também muito as instituições”.

Perante a insistência dos jornalistas, o chefe de Estado explicou que não pretende pronunciar-se diariamente sobre o assunto. “Não preciso andar a dizer todos os dias”, sublinhou.

Luís Neves, antigo diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), tem estado no centro de várias polémicas relacionadas com decisões tomadas enquanto liderava aquela polícia. Entre as matérias sob escrutínio estão contratos celebrados pela PJ com a Construbarcelos e o caso de um atrelado com produtos químicos apreendidos, que foi encontrado à guarda da mesma empresa.