Um novo estudo revela que 73% dos portugueses realizaram ações preventivas de saúde no último ano, sobretudo através do SNS. Os dados constam do Índice de Sustentabilidade em Saúde 2025, promovido pela NOVA IMS e pela biofarmacêutica AbbVie, que fixou o índice nos 59,3 pontos numa escala de 0 a 100, refletindo uma evolução negativa no sistema.

Entre as ações preventivas mais realizadas destacam-se as análises clínicas, feitas por 67,8% dos inquiridos, as consultas de rotina no SNS, com 61,7%, e os exames de diagnóstico, com 50,6%. O índice de capacidade preventiva situa-se nos 64,7 pontos, sendo a componente mais positiva do relatório deste ano.

Ainda assim, o estudo aponta fragilidades importantes. A despesa com o SNS subiu 9,1% em 2025, o stock da dívida vencida aumentou 31% e a acessibilidade técnica desceu de 51 pontos em 2024 para 47,6 em 2025, mantendo-se como "uma das dimensões mais frágeis do sistema". A capacidade assistencial também registou uma ligeira redução de 1,1%.

Do lado positivo, a eficácia, satisfação e confiança no SNS mantêm-se estáveis, com destaque para a avaliação positiva dos profissionais de saúde. O impacto económico do SNS é igualmente significativo, com os cuidados prestados em 2025 a evitarem em média o equivalente a 11,1 dias perdidos em produtividade por pessoa, representando um retorno económico estimado em 10,2 mil milhões de euros para a economia nacional. O SNS vale muito mais do que aquilo que custa, mas para continuar a fazê-lo precisa urgentemente de mais investimento e menos filas de espera.