A Comissão de Trabalhadores (CT) do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) repudiou a utilização da farda institucional pelo presidente do conselho diretivo, Luís Cabral, num vídeo divulgado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, considerando que o uniforme "não serve para fazer publicidade".
Num comunicado, a CT manifesta "profundo desagrado" pela presença de Luís Cabral no vídeo institucional da faculdade, no qual surge envergando a farda do INEM. Para os representantes dos trabalhadores, a utilização do uniforme deve estar exclusivamente associada ao exercício das funções de emergência médica e pré-hospitalar, não devendo ser usada em ações de promoção institucional ou pessoal.
"A farda do INEM representa o serviço público, o profissionalismo e o compromisso dos seus trabalhadores com a prestação de cuidados de emergência. Não serve para fazer publicidade", refere a Comissão de Trabalhadores, defendendo que o uso do uniforme em conteúdos promocionais desvirtua o seu significado e pode afetar a imagem da instituição.
A estrutura representativa dos trabalhadores sublinha ainda que a farda constitui um símbolo de identidade profissional e de serviço à população, pelo que considera inadequada a sua utilização em contextos que não estejam diretamente relacionados com a missão operacional do instituto.
Até ao momento, não é conhecida uma reação pública do presidente do conselho diretivo do INEM às críticas da Comissão de Trabalhadores. Também a Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa não comentou o caso.
















