Mais de metade dos portugueses considera que o país está hoje pior do que há um ano, segundo uma sondagem do CESOP – Universidade Católica Portuguesa, realizada para a RTP, Antena 1 e Público. O estudo revela que 51 por cento dos inquiridos entendem que Portugal regrediu, enquanto 35% consideram que a situação se mantém inalterada e apenas 12% acreditam que o país está melhor.

A sondagem identifica ainda a Saúde como a principal preocupação dos portugueses, apontada por 17 por cento dos inquiridos. Seguem-se as críticas à governação e à falta de estratégia política (12%), o custo de vida, inflação e rendimento disponível (11%) e a habitação (10%).

No entanto, apesar deste retrato marcadamente pessimista, a maioria dos portugueses não deseja para já uma crise política. Quase 80 por cento defendem que o governo deve cumprir a legislatura até ao fim e perto de 70% acreditam mesmo que o executivo liderado por Luís Montenegro concluirá o mandato, enquanto apenas 17% preferem eleições antecipadas.

O inquérito do CESOP – Universidade Católica Portuguesa foi realizado entre 6 e 10 de julho, para a RTP, Antena 1 e Público, e traça um retrato de um país onde predomina a perceção de deterioração das condições de vida, mas também de uma população que privilegia a estabilidade política num contexto de incerteza.