O diretor clínico da Unidade Local de Saúde (ULS) de Lisboa Ocidental, João Gamelas, deixou o cargo, esta terça-feira, dia 2. A decisão foi tomada depois de várias denúncias que envolviam o ambiente de trabalho vivido no Serviço de Gestão de Recursos Humanos.
João Gamelas justificou a saída com razões pessoais. No entanto, reconheceu à Lusa que "o problema que se vive na confiança e na relação com os profissionais" pesou na decisão. "Vou mudar para uma vida mais consentânea com os meus 65 anos de idade, mas deixo com muita pena a instituição, ao fim de tantas décadas, e tantos, tantos amigos, ainda para mais numa situação tão difícil como a que vivemos no momento", declarou.
O agora antigo diretor clínico da ULS de Lisboa Ocidental desejou ainda "as maiores felicidades para a organização e para todos, com a confiança de que melhores dias virão".
A decisão surge depois de terem surgido várias queixas públicas. Uma delas envolve o diretor dos recursos humanos, André Coelho Dias, que terá prendido uma funcionária a uma cadeira com fita-cola, impedindo-a d se levantar até terminar uma tarefa. Existem, ainda, denúncias de um clima de grande tensão interna, insatisfação com os métodos organizacionais e assédio moral.
Está ainda em curso uma investigação sobre a alegada contratação de profissionais de saúde sem concurso público e problemas no pagamento de bolsas de horas.
Recorde-se que fazem parte da ULS de Lisboa Ocidental os hospitais São Francisco Xavier, Egas Moniz e Santa Cruz, além de 19 centros de saúde com 40 unidades funcionais nos cuidados de saúde primários.

















