Xanana Gusmão, de 80 anos, reúne-se esta segunda-feira, dia 22, com António José Seguro (64), de acordo com o programa de visita que está a efetuar em Portugal. CPLP é assunto prioritário.

A agenda oficial do primeiro-ministro de Timor-Leste inclui, logo pela manhã, uma visita de cortesia ao Presidente da República, no Palácio de Belém, seguindo-se, durante a tarde, uma deslocação à sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), organização cuja presidência rotativa está atualmente a cargo de Timor-Leste. Nesta estadia em Portugal, Xanana será recebido, em sessão solene, pela secretária-executiva da CPLP, Fátima Jardim, bem como pelos representantes permanentes dos Estados-membros.

A CPLP está no centro da agenda de Xanana Gusmão porque Timor-Leste assumiu recentemente a presidência rotativa da organização e pretende dar-lhe um papel político mais relevante nos próximos anos. Em janeiro, recorde-se, o líder timorense anunciou que o seu governo iria apresentar as prioridades da sua presidência, incluindo temas como desenvolvimento sustentável, soberania alimentar e reforço da cooperação entre os países lusófonos.

Com sede em Lisboa, a CPLP continua a ser um dos principais instrumentos da política externa portuguesa para o espaço lusófono. A visita de Xanana surge assim num momento em que se discutem o reforço da mobilidade entre cidadãos dos países da CPLP; a cooperação económica e educativa; a coordenação diplomática em temas internacionais; e o papel da comunidade na promoção da língua portuguesa e no desenvolvimento sustentável.

Ao longo da visita, que decorre até sexta-feira, dia 26, este rosto histórico da Timor terá ainda encontros com o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, com o Procurador-Geral da República, com reitores e diretores de faculdades de Direito, além de sessões com estudantes da área jurídica.

Está igualmente prevista a atribuição do Prémio Professor Doutor Jorge Miranda, numa cerimónia na reitoria da Universidade de Lisboa.

A agenda inclui também passagens pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM), pela Fundação Mário Soares e Maria Barroso, bem como a participação numa mesa-redonda no secretariado do G7+ e numa conferência promovida pelo Instituto Português de Direito do Mar.