O PS foi o partido que mais vezes votou ao lado do PSD, na Assembleia da República, durante a primeira sessão legislativa da atual Legislatura, assumindo-se como o principal parceiro dos sociais-democratas na aprovação de iniciativas parlamentares.

A conclusão resulta da análise dos padrões de votação, que revela uma maior convergência entre os dois partidos em matérias estruturais, apesar das divergências políticas e da oposição assumida pelo PS ao Governo.

Os dados mostram que, em votações decisivas, o PSD encontrou mais frequentemente apoio no PS do que noutros partidos, incluindo o Chega. Ainda assim, essa convergência variou consoante os temas em discussão.

Em áreas como questões institucionais, justiça, administração pública e alguns dossiês económicos, socialistas e sociais-democratas registaram posições semelhantes, enquanto em matérias de política social, fiscalidade ou direitos laborais mantiveram diferenças significativas.

O retrato parlamentar evidencia que, num cenário sem maioria absoluta, o PS desempenhou um papel determinante na viabilização de várias propostas, contribuindo para a aprovação de iniciativas consideradas prioritárias. Apesar disso, o partido de José Luís Carneiro rejeita qualquer entendimento político permanente com o PSD de Luís Montenegro, defendendo que cada diploma é analisado de forma autónoma e em função do seu mérito.