A australiana Viridis captou 120 milhões de dólares para financiar o projeto Colossus, destinado à exploração de terras raras em Poços de Caldas, Minas Gerais. A operação inclui a entrada de investidores estrangeiros e acontece antes da aprovação do novo enquadramento regulatório que o Governo brasileiro prepara para um setor considerado estratégico.

As terras raras tornaram-se peças fundamentais da disputa económica entre Estados Unidos e China. São utilizadas em equipamentos militares, baterias, energias renováveis, veículos elétricos e tecnologia de ponta.

O projeto Colossus deverá exigir um investimento global próximo de 449 milhões de dólares e prevê exportar minerais para refinarias na Europa e nos Estados Unidos. Um dos investidores comprometeu-se a aplicar até 75 milhões.

O assunto é politicamente sensível. Lula tem defendido que o Brasil não pode limitar-se a exportar recursos estratégicos em bruto e pretende reforçar o poder do Estado sobre mudanças de controlo em empresas do setor. A corrida mundial às matérias-primas críticas chegou definitivamente ao Brasil.