O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel, afirmou que ainda não existe uma decisão sobre quem assumirá a próxima presidência rotativa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), contrariando assim as declarações feitas, em junho, pelo primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão.
Há duas, durante uma visita à sede da organização, em Lisboa, o líder timorense garantiu que o seu país seria o próximo a dirigir a CPLP, argumentando que o atual mandato corresponde, na prática, ao período inicialmente destinado à Guiné-Bissau.

A sucessão na liderança da organização tornou-se mais complexa após a crise política guineense. A Guiné-Bissau assumira a presidência da CPLP em agosto de 2025, mas o mandato foi interrompido pelo golpe militar ocorrido poucos dias depois das eleições presidenciais e legislativas de novembro desse ano. O Alto Comando Militar depôs o Presidente Umaro Sissoco Embaló, suspendeu o processo eleitoral e desencadeou uma crise institucional amplamente condenada pela comunidade internacional.
As declarações públicas de Paulo Rangel causaram perplexidade mal junto de meios diplomáticos, que apontam aquilo como "uma falta de facto" do chefe da diplomacia portuguesa: "Essas coisas não se tratam assim, na praça pública, existem canais para isso, ainda por cima entre Portugal e Timor-Leste", confidenciaram ao 24Horas.
















