Os trabalhadores da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) iniciaram esta segunda-feira, dia 1, uma greve de quatro dias que irá durar até sexta-feira, 5. A contestação deve-se à "persistência de problemas estruturais que afetam gravemente os trabalhadores e o funcionamento dos serviços".

Convocada pelo Sindicato dos Técnicos de Migração (STM), a greve estende-se pelos dias 1, 2, 3 e 5, coincidindo com a greve geral, no dia 3. O sindicato denuncia a "crescente degradação das condições de trabalho e o aumento da pressão sobre os trabalhadores, sem o correspondente reforço de meios humanos e técnicos".

O objetivo, ainda assim, não é o encerramento total dos postos de atendimento. Em declarações à RTP Antena 1, a presidente do STM, Manuela Niza, explicou que "qualquer greve tem de prejudicar quem serve, mas as pessoas que servimos já estão demasiado prejudicadas. Por isso, optámos por uma greve de uma semana para que não houvesse o encerramento total dos postos". Contudo, na sexta-feira podem vir a haver postos encerrados.

Para Manuela Niza, a AIMA "dificilmente funciona, por uma questão de gestão e de organização". A sindicalista sublinha que os funcionários trabalham sem condições adequadas, "esgotados e desmotivados" pela falta de valorização.

Os funcionários sentem "uma pressão imensa" para dar resposta a quem os procura, mas "o sistema está criado para não ter um resultado". As condições de trabalho "são miseráveis": Há postos de atendimento "sem água para disponibilizar aos utentes ou funcionários"; outros postos onde "se morre de frio e de calor"; com os "tetos a cair" e outros onde faltam computadores para trabalhar.