Joaquim Jorge, fundador do Clube dos Pensadores, um espaço de tertúlia e discussão, não sabe o que pensar de Luís Filipe Menezes, presidente da Câmara Municipal de Gaia. O autarca, num arrebate de campanha, convidou-o para provedor do munícipe – mas, oito meses depois, Joaquim Jorge ainda não lhe ouviu uma palavra sobre o assunto e nem sequer consegue que Menezes o receba.
“Aguardo com serenidade – e na maior! – a nomeação para tomar posse do cargo de provedor”, disse Joaquim Jorge, este sábado, ao 24 Horas.
A tranquilidade de Joaquim Jorge é relativa. Está a perder dinheiro, cerca de 120 euros mensais só para o contabilista, para manter em atividade a empresa unipessoal que o aconselharam a criar a fim de receber os honorários como provedor dos munícipes de Gaia.
Joaquim Jorge, professor de biologia, está reformado do ensino secundário. Não pode acumular a reforma com remunerações por serviços prestados ao setor público. Acordou com Luís Filipe Menezes, segundo as nossas fontes, suspender a pensão da Caixa Geral de Aposentações e, em contrapartida, a Câmara pagar-lhe-ia o mesmo valor através de uma firma – a Joaquim Costa Ribeiro Unipessoal, criada em meados de dezembro do ano passado, um mês depois de Menezes ter tomado posse como presidente de Gaia. Já lá vão quase oito meses. Joaquim Jorge ainda aguarda – “na maior”, segundo as suas palavras – que Luís Filipe Menezes se decida, finalmente, nomeá-lo provedor do munícipe. Já não falta tudo. O estatuto do provedor já foi aprovado na assembleia municipal.















