O governo alemão está a trabalhar com outros aliados da NATO para realizar uma missão conjunta de segurança na Gronelândia, território autónomo dinamarquês, quando os EUA ameaçam tomar o território.

A iniciativa surpreendente de Berlim surge numa altura em que o discurso de Donald Trump sobre anexar a ilha e retirá-la aos dinamarqueses causa cada vez mais preocupações aos países europeus.

A proposta alemã passa por criar uma força multinacional com base na aliança militar transatlântica que reforçaria o papel coletivo da NATO no extremo norte. Incluiria um patrulhamento e vigilância da vasta região. A ideia já está a ser discutida em várias capitais europeias.

Fontes diplomáticas indicam que a missão poderá seguir o modelo de operações anteriores – como a “Baltic Sentry”, que esteve focada em reforçar a segurança no Mar Báltico.

A crescente atenção da Gronelândia deve-se às declarações dos líderes americanos sobre a importância estratégica da ilha para a segurança de Washington: “Porque, se não o fizermos [anexar a Gronelândia], a Rússia ou a China apoderar-se-ão da Gronelândia. E nós não vamos ter a Rússia ou a China como vizinhos”, justificou Trump.