A Amazon está a mudar de estratégia e quer competir diretamente com a Apple e a Samsung no mercado dos tablets premium. A nova gama, apresentada a 8 de outubro, inclui equipamentos com acabamentos em alumínio, sistema operativo Android e preços entre os cerca de 198 e 432 euros (230 e 500 doláres), podendo o modelo mais avançado chegar aos 475 euros.

Durante anos, a empresa apostou em tablets económicos da linha Fire, mas procura agora conquistar consumidores dispostos a pagar mais por equipamentos sofisticados. A mudança inclui o abandono do Fire OS, substituído pelo Android, numa tentativa de oferecer uma experiência mais próxima da disponibilizada por outros fabricantes.

Uma das principais novidades é a integração da Alexa+, uma versão avançada da assistente virtual que utiliza inteligência artificial para responder a perguntas e ajudar os utilizadores a realizar diferentes tarefas. O acesso às funcionalidades está associado a uma subscrição do Amazon Prime ou do serviço Alexa+. Com esta aposta, a empresa pretende também reforçar a utilização de serviços como o Prime Video, o Kindle e a plataforma de comércio eletrónico.

A nova estratégia surge numa altura de dificuldades para o setor. Segundo dados da consultora IDC citados pela Reuters, o mercado mundial de tablets caiu 12% no segundo trimestre de 2026, para 33,6 milhões de unidades. Nos Estados Unidos, a quebra foi ainda mais acentuada, atingindo os 32%, num contexto marcado pela escassez de chips de memória.

A Amazon detinha apenas 1,9% do mercado mundial de tablets no segundo trimestre deste ano, contra 8% no período homólogo de 2025. A Apple liderava o setor, com uma quota de 34%, seguida pela Samsung, com 17,5%. Com os novos equipamentos, a gigante tecnológica procura recuperar terreno e afirmar-se num segmento mais competitivo, apostando em melhores características e na inteligência artificial para atrair consumidores.