Angola e Brasil procuram aprofundar a cooperação no agronegócio como instrumento para acelerar a diversificação da economia angolana, reduzir a dependência das importações e transformar o país numa plataforma de produção agrícola orientada também para os mercados externos.

A estratégia estará no centro do Fórum do Agro-negócio Angola-Brasil, promovido pelo LIDE Angola, que reúne em Luanda governantes, empresários, investidores e especialistas dos dois países. O encontro contabilizava já mais de 730 inscrições e deverá envolver cerca de mil participantes.

Venceslau Andrade, presidente do LIDE Angola, considera que o país reúne condições para deixar de ser visto apenas como mercado consumidor e afirmar-se como destino de investimento e produção. Café, milho, soja, mandioca e abacate estão entre os produtos identificados com maior potencial.

O acesso ao financiamento será outro dos temas centrais, com participação do Banco de Desenvolvimento de Angola e do Banco Angolano de Investimentos. Para Venceslau Andrade, porém, crédito não basta: é igualmente necessário reforçar a literacia financeira para garantir que os recursos são aplicados em projetos produtivos.

O objetivo final passa por aproximar capitais, tecnologia e conhecimento brasileiros do potencial agrícola angolano.