A produção angolana de carne bovina atingiu cerca de 358 mil toneladas em 2025, acima das 333 mil toneladas registadas no ano anterior. O crescimento confirma a recuperação do sector pecuário, embora produtores alertem que o aumento do número de animais, por si só, não chega para responder às necessidades de um mercado com mais de 36 milhões de consumidores.
No mesmo período, Angola importou cerca de 8.220 toneladas de carne bovina, avaliadas em 38,8 milhões de dólares, contra 21.717 toneladas anteriormente. A redução é significativa, mas o sector considera necessário elevar a produtividade por animal, melhorar genética, alimentação, acesso à água, sanidade, fertilidade, peso ao abate, cadeia de frio, matadouros e transformação.
A Federação Nacional das Cooperativas Pecuárias defende ainda que o Corredor do Lobito não seja encarado apenas como uma via para minerais. A infra-estrutura deverá também transportar milho, soja, carne, leite, ovos, frutas, hortícolas e produtos agro-industriais. Com a população a crescer perto de 3 por cento ao ano, a procura interna continuará a aumentar. O desafio é fazer a produção crescer ao mesmo ritmo e aproveitar igualmente mercados vizinhos como a República Democrática do Congo e a Zâmbia.

















