O Fundo de Garantia de Crédito (FGC) está a assumir um papel cada vez mais relevante no financiamento da economia angolana, ajudando empresários e empreendedores a ultrapassarem uma das principais barreiras no acesso ao crédito bancário: a falta de garantias.
Criado pelo Estado em 2012, o FGC não concede empréstimos diretamente. A sua função consiste em prestar uma garantia pública às instituições financeiras, reduzindo o risco associado ao financiamento de projetos considerados viáveis. Desta forma, permite que iniciativas com potencial económico avancem mesmo quando os seus promotores não dispõem de património suficiente para apresentar como garantia.
O mecanismo destina-se a micro, pequenas e médias empresas, cooperativas e empreendedores individuais, abrangendo sectores como a agricultura, pecuária, pescas, indústria, comércio e serviços.
Os números revelam um crescimento expressivo. Desde 2022, o total de projectos garantidos aumentou de 752 para mais de 19.800, segundo dados contabilizados até Outubro de 2025. A atividade apoiada terá já contribuído para a criação de cerca de 60 mil postos de trabalho em Angola.
O reforço deste instrumento poderá ser decisivo para diversificar a economia, estimular a produção nacional e transformar boas ideias em negócios sustentáveis, sobretudo fora dos grandes centros urbanos.

















