Angola e Coreia do Sul reforçaram esta semana a cooperação económica e estratégica no âmbito o Fórum Económico Coreia–África, encontro que coloca no centro das discussões dois setores considerados decisivos para o futuro da economia mundial: energia e minerais críticos.
A cimeira surge num momento em que a procura global por matérias-primas essenciais para a transição energética e digital intensifica a competição internacional por recursos estratégicos, colocando países africanos ricos em minerais, como Angola, no radar das grandes economias industriais. O fórum dedica especial atenção aos investimentos ligados à energia, minerais críticos, infraestruturas, logística, telecomunicações e inovação tecnológica.
Para Angola, o encontro representa uma oportunidade de aprofundar relações com um dos principais polos industriais e tecnológicos da Ásia, ao mesmo tempo que procura diversificar a economia e reduzir a dependência do petróleo.
Por seu lado, a Coreia do Sul vê em Angola um parceiro cada vez mais relevante e privilegiado no continente africano, no que toca ao acesso a minerais estratégicos indispensáveis à produção de baterias, semicondutores e tecnologias ligadas à mobilidade elétrica e à transição verde.

O diálogo entre Luanda e Seul ganha assim uma dimensão que ultrapassa a diplomacia tradicional, inserindo-se numa nova geopolítica económica marcada pela segurança energética e pelo controlo das cadeias globais de abastecimento.
O fórum confirma igualmente a crescente centralidade de Angola no xadrez económico africano, sobretudo pela combinação entre recursos naturais, potencial energético e ambição de afirmação como destino de investimento internacional.

















