O saldo do investimento direto estrangeiro em Angola atingiu 711,27 milhões de dólares no segundo trimestre de 2026, um aumento de 244,05 milhões face aos três meses anteriores. As entradas cresceram 460,78 milhões, para 2908,77 milhões de dólares, superando as saídas, que aumentaram 186,73 milhões e chegaram a 2197,50 milhões.
O setor não petrolífero destacou-se ao captar 667,73 milhões de dólares, mais 363,7 milhões do que no trimestre anterior e o valor mais elevado da série histórica do Banco Nacional de Angola. A evolução sugere maior interesse por atividades ligadas à diversificação, embora o petróleo continue a pesar fortemente nos fluxos financeiros externos.
A posição líquida do investimento internacional agravou o défice em cerca de 174,5 milhões de dólares, devido ao aumento dos passivos perante não residentes. As reservas internacionais fixaram-se em 14 938 milhões, garantindo 6,7 meses de importações. A conta corrente registou um excedente de 2078,3 milhões de dólares, equivalente a 4,4% do PIB e 40,1% acima do trimestre anterior, sustentado pela melhoria da balança de bens.
O crescimento do investimento estrangeiro é positivo, mas a qualidade dos projetos será medida pelo emprego criado, pelas exportações, pela transferência de tecnologia e pelo valor que permanecer na economia angolana. A subida do setor não petrolífero é o indicador mais encorajador, por sugerir uma diversificação gradual das origens do capital externo.

















