O projeto mineiro da Ozango Minerais, no Longonjo, província do Huambo, prevê produzir numa primeira fase cerca de 20 mil toneladas anuais de carbonato misto de terras raras. A capacidade poderá duplicar mais tarde para 40 mil toneladas, colocando Angola na cadeia internacional de fornecimento de minerais essenciais à transição energética.
O empreendimento é operado por uma subsidiária da britânica Pensana e representa um investimento superior a 260 milhões de dólares, com apoio de instituições financeiras internacionais e do Fundo Soberano de Angola. O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, realizou uma visita técnica ao projeto, apresentado como estratégico para diversificar a economia e reduzir a dependência do petróleo.
O depósito do Longonjo é apontado como um dos maiores projetos de terras raras em desenvolvimento no mundo. As reservas incluem neodímio e praseodímio, elementos utilizados no fabrico de ímanes permanentes para turbinas eólicas, veículos elétricos e outras tecnologias de elevado valor. A operação deverá criar centenas de empregos diretos e indiretos.
O benefício económico para Angola dependerá, contudo, do grau de transformação realizado no país, da formação de trabalhadores, da integração de fornecedores nacionais e da fiscalização ambiental. Exportar apenas matéria-prima limita o valor capturado; avançar para produtos intermédios poderá colocar o Huambo numa indústria global decisiva.

















