A área ardida em Portugal desceu quase 74% nos primeiros oito meses do ano, face ao mesmo período de 2025. Os dados provisórios do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas apontam para mais de 67 mil hectares consumidos, contra mais de 254 mil no ano passado.
A chuva e a descida das temperaturas na segunda metade de agosto foram determinantes para este resultado, considera António Nunes, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses. As condições meteorológicas facilitaram o combate e reduziram a propagação dos incêndios.
O responsável alerta, porém, para os limites de comparar apenas dois anos. Defende a análise de séries mais longas para avaliar tendências e sustenta que a transformação da paisagem continua longe de estar concluída.
Entre as melhorias operacionais, destaca o início mais cedo da intervenção dos meios aéreos, em alguns casos às oito da manhã. Muitas ocorrências concentraram-se no Norte, incluindo zonas já atingidas no ano anterior.
Apesar da redução, os valores provisórios colocam 2026 como o quinto pior ano desde 2016, considerando o período até agosto. A fase mais exigente do dispositivo de combate prolonga-se até 30 de setembro, podendo ser estendida se as condições meteorológicas o justificarem.
















