O BPI anunciou a venda da sua participação no Banco de Fomento Angola (BFA) ao Grupo Carrinho, numa operação que marca a saída do banco português do capital da instituição angolana. O anúncio foi feito esta quinta-feira, sem que a informação divulgada especificasse o valor do negócio.

A decisão concretiza a orientação assumida pela administração liderada por João Pedro Oliveira e Costa, que vinha classificando as participações em África como não estratégicas e manifestando intenção de reduzir a exposição a estes mercados.

Em setembro de 2025, o BPI já tinha vendido 14,75 por cento do BFA por cerca de 103 milhões de euros, no âmbito da entrada do banco na bolsa de Luanda. Após essa operação, manteve uma posição de 33,35%.

O Grupo Carrinho, com presença no setor alimentar angolano, já era acionista do BFA. Através da sociedade Congolian Financial, detinha 7,61% do capital, segundo informação divulgada em fevereiro.

O grupo tinha manifestado interesse na participação do BPI em 2024, mas a operação não avançou devido à desvalorização do kwanza. A compra agora anunciada reforça a presença da família Carrinho na banca angolana, onde já controla o BCI.