Luís Montenegro, de 53 anos, defendeu este sábado, dia 20, na sessão de abertura do Congresso Nacional do PSD, em Anadia, a necessidade de garantir estabilidade política e criticou o PS e Chega.

O primeiro-ministro apontou o chumbo do pacote laboral, ontem, em São Bento, como um exemplo das dificuldades enfrentadas pelo Executivo, acusando PS e Chega de se unirem em votações que, na sua perspetiva, prejudicam trabalhadores e empresas.

Perante centenas de militantes sociais-democratas, Montenegro sustentou que as medidas apresentadas pelo Governo procuravam modernizar o mercado de trabalho, aumentar a produtividade e reforçar a competitividade da economia portuguesa. O líder do PSD lamentou que as propostas não tenham reunido apoio suficiente na Assembleia da República, considerando que a rejeição resultou de "cálculos políticos" e não de divergências de fundo sobre o interesse nacional.

No discurso, o chefe do Governo procurou também clarificar a posição do PSD face aos dois maiores partidos da oposição. Sobre o Chega, reiterou que não existe qualquer acordo de governação nem entendimento estratégico, sublinhando que o Executivo continuará a negociar diploma a diploma em função do mérito das propostas. Ao mesmo tempo, criticou o partido liderado por André Ventura por assumir posições que, segundo afirmou, contribuem para a instabilidade política.

Relativamente ao PS, Montenegro acusou os socialistas de manterem uma postura de bloqueio sistemático, apesar dos apelos ao diálogo em matérias estruturais. Ainda assim, garantiu que o Governo continuará disponível para procurar consensos sempre que estejam em causa reformas consideradas essenciais para o País.