O primeiro-ministro, Luís Montenegro, responsabilizou esta terça-feira os professores por parte dos problemas registados no processo de revisão dos exames nacionais, sustentando que a indisponibilidade de docentes para participarem na classificação e reapreciação das provas esteve na origem dos atrasos que afetaram milhares de alunos.
As declarações do chefe do Governo surgem numa altura em que se multiplicam as críticas à gestão do processo de acesso ao ensino superior, marcado por sucessivos constrangimentos e pela incerteza vivida por estudantes e famílias.
A posição de Montenegro deverá intensificar a tensão entre o Governo e os sindicatos do setor, que rejeitam qualquer tentativa de imputar responsabilidades aos professores. As estruturas representativas da classe defendem que os problemas resultam da falta de docentes, do envelhecimento da profissão e da ausência de condições que incentivem a participação em tarefas de classificação e reapreciação de provas.
A polémica promete marcar o debate político nos próximos dias, numa fase em que a oposição exige explicações do Executivo e soluções que impeçam a repetição de falhas no próximo ano letivo.

















