O resort turístico de que o treinador de futebol Carlos Queiroz é sócio, situado na região do Niassa, foi assaltado e incendiado por um grupo de bandidos, tendo sido roubadas 15 viaturas.

As autoridades moçambicanas colocaram em alerta máximo os fiscais da Reserva Especial do Niassa, depois de terem sido detetados movimentos de grupos insurgentes na zona tampão daquela área protegida, no norte do país.

Segundo informações divulgadas pelo projeto Moçambique Bio, neste momento encontra-se interrompida a comunicação através da aldeia de Marrangira, situada entre os distritos de Marrupa e Mecula. A situação está a ser acompanhada pelas Forças de Defesa e Segurança, em coordenação com os fiscais de floresta e fauna bravia destacados no terreno.

As equipas procuram garantir a proteção das populações, dos trabalhadores da reserva e das comunidades localizadas nas zonas potencialmente ameaçadas. Até ao momento, não foram divulgadas informações sobre confrontos, vítimas ou danos materiais, desconhecendo-se igualmente a dimensão do grupo e o percurso seguido pelos alegados insurgentes.

A Reserva Especial do Niassa, uma das maiores áreas de conservação de África, abrange territórios das províncias do Niassa e de Cabo Delgado. A aproximação de grupos armados representa um novo motivo de preocupação, numa altura em que as autoridades procuram impedir o alastramento da violência extremista para outras regiões do norte de Moçambique.