Espanha propôs a criação de um sistema permanente de resposta às emergências climáticas na União Europeia, com meios próprios e capacidade de intervenção rápida em incêndios, inundações, secas e outros fenómenos extremos. A iniciativa foi enviada à Comissão Europeia no âmbito da preparação do novo Marco Europeu Integrado de Resiliência Climática.
O plano prevê uma frota aérea europeia dedicada ao combate a incêndios e um fundo específico para financiar medidas de adaptação. Madrid defende que as receitas podem resultar de taxas sobre voos privados e de um imposto europeu aplicado aos lucros das empresas de petróleo e gás. Portugal, Alemanha, Itália, Áustria e Polónia já apoiaram a discussão de um instrumento fiscal dirigido aos combustíveis fósseis.
A proposta inclui também um modelo europeu de resseguro público-privado, destinado a cobrir prejuízos provocados por catástrofes, e a emissão de obrigações de risco climático que seriam activadas em situações extremas. O objectivo é impedir que famílias, empresas e territórios vulneráveis fiquem sem cobertura das seguradoras.
Segundo os cálculos apresentados, os fenómenos meteorológicos extremos causaram perdas de aproximadamente 208 mil milhões de euros na União Europeia entre 2021 e 2024. A Europa está a aquecer a uma velocidade próxima do dobro da média mundial.
Espanha quer ainda metas vinculativas para a protecção da água, saúde, florestas, infra-estruturas, agricultura, pescas e turismo. A avaliação dos riscos climáticos passaria igualmente a ser obrigatória nas decisões públicas, no ordenamento do território e nos grandes investimentos.

















