Pablo Marçal, o controverso 'coacher' que há dois anos por pouco não chegou a segunda volta das eleições para prefeito de São Paulo, foi registado neste sábado (15) como candidato à Presidência da República nas eleições de 2026, apesar de estar atualmente inelegível por decisões da Justiça Eleitoral. O empresário e influenciador será o nome do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) na corrida ao Palácio do Planalto.

A candidatura foi formalizada depois de uma decisão liminar que reconheceu provisoriamente a filiação de Marçal ao partido com efeitos retroativos a 4 de abril de 2026, data-limite estabelecida pela legislação eleitoral para a filiação partidária de candidatos.

A decisão judicial permitiu que o partido avançasse com o registo da candidatura, mas não anulou as decisões que determinaram a inelegibilidade de Marçal. O empresário continua a contestar essas decisões na Justiça Eleitoral.

A inelegibilidade está relacionada com processos decorrentes da campanha de Marçal à Prefeitura de São Paulo, em 2024. Entre as acusações analisadas pela Justiça Eleitoral estão abuso de poder político e económico e uso indevido dos meios de comunicação.

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) manteve uma das decisões que impedem Marçal de disputar eleições, com o período de inelegibilidade a chegar a 2032. O empresário ainda pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Por isso, o registo da candidatura não significa que Marçal esteja definitivamente autorizado a concorrer à Presidência. O pedido será analisado pela Justiça Eleitoral e poderá ser alvo de contestações.

A situação também provocou uma mudança na estratégia do partido para a eleição presidencial. O PRTB tinha anteriormente apresentado Leonardo Avalanche como candidato, mas decidiu avançar com Marçal após a decisão que regularizou provisoriamente a sua filiação.

Agora, a disputa de Marçal terá duas frentes: a campanha eleitoral e a batalha jurídica para tentar afastar a sua inelegibilidade. A palavra final sobre a possibilidade de o empresário estar nas urnas em outubro de 2026 caberá à Justiça Eleitoral.

Foto: PRTB / divulgação