A proposta de reforma laboral apresentada pelo Governo começou esta quinta-feira, dia 18, a ser discutida no Parlamento, sem que exista, para já, uma maioria assegurada para a sua aprovação.

O Partido Socialista (PS) já anunciou que irá votar contra o diploma, enquanto o Chega continua sem revelar o sentido de voto. O partido liderado por André Ventura tem condicionado o eventual apoio à introdução de alterações, entre elas a redução da idade da reforma.

Durante o debate, André Ventura recusou esclarecer qual será a posição final da bancada na votação: "Ainda não sabemos a esta hora o que acontecerá com a reforma laboral que o Governo apresenta", afirmou.

Apesar de manter a incerteza quanto ao voto, o líder do Chega reivindicou algumas das alterações introduzidas na proposta, defendendo que foram resultado da intervenção do partido: "Não foi o PS, nem o Livre, nem o Bloco. Foi o Chega", atirou, referindo-se à inclusão de medidas como os dias adicionais de férias por assiduidade, o reforço da compensação pelo trabalho por turnos e a revisão das regras relativas à dispensa para amamentação. A intervenção foi recebida com aplausos da bancada do partido.

Na reta final do discurso, Ventura afirmou que o Parlamento está dividido entre duas visões distintas: "Um que sabe que não é o ideal, mas quer alcançar alguma coisa para quem trabalha", disse, contrapondo esse grupo aos partidos que, segundo afirmou, apresentam reivindicações, mas não conseguem transformá-las em medidas concretas.

Após o debate desta quinta-feira, 18, recorde-se que a votação da proposta do Governo sobre a nova lei do trabalho está marcada para esta sexta-feira (19).