O Partido Socialista (PS) convocou economistas, gestores, académicos e ex-ministros socialistas para discutir uma alternativa ao pacote laboral apresentado pelo Governo. A reunião acontece no dia em que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, recebe o líder do Chega, André Ventura, para negociar a revisão laboral, e a dois dias do documento entrar em discussão no parlamento.

Entre os presentes estarão os ex-ministros dos Governos de António Costa, como Ana Mendes Godinho, Mário Centeno, António Costa Silva, Fernando Medina e Pedro Siza Vieira. O objetivo é encontrar uma alternativa que reforce a competitividade da economia portuguesa, valorize o trabalho e aproxime os salários nacionais dos níveis médios europeus.

“O PS promove hoje [esta terça-feira] um encontro com economistas, empresários, académicos e representantes da sociedade civil para apresentar uma ‘Solução Para um Futuro Melhor’, uma plataforma de políticas públicas destinada a ajudar Portugal a crescer mais, criar mais riqueza e garantir melhores salários“, declarou o partido.

Os socialistas entendem que Portugal precisa de produzir mais, criar mais valor e remunerar melhor o trabalho, motivo pelo qual tenciona elaborar uma estratégia nacional capaz de aumentar o rendimento das famílias, valorizar o trabalho, atrair investimento e apoiar a criação de emprego qualificado. Relativamente à proposta do Governo para alteração da lei laboral, o PS considera tratar-se de uma "contrarreforma" assente na "desvalorização dos direitos dos trabalhadores".

No encontro estarão ainda Carlos Tavares, ex-CEO da Stellantis, António Mendonça, bastonário da Ordem dos Economistas de Portugal, o deputado e professor universitário António Rebelo de Sousa, a professora catedrática Aurora Teixeira, o presidente da Câmara de Sintra, Basílio Horta, e a professora catedrática Carla Guapo Costa.

O pacote laboral será discutido na generalidade no parlamento esta quinta-feira, dia 18. Mas, antes disso, Luís Montenegro vai reunir com o líder do Chega ainda esta terça-feira, 16. Para aprovar o documento, André Ventura exige a redução da idade da reforma para os 65 anos, 25 dias de férias para todos os trabalhadores e a criação de uma licença para avós que ainda trabalham poderem tomar conta dos netos.