A China acaba de dar um passo importante na procura de uma alternativa ao Canal do Suez. Um porta-contentores partiu de Ningbo para iniciar o primeiro serviço regular de transporte de mercadorias entre a Ásia e a Europa através do Oceano Ártico, utilizando a chamada Rota Marítima do Norte.
O percurso é mais curto, mas está longe de ser simples. As condições meteorológicas são extremas, as infraestruturas de assistência são escassas e grande parte da navegação depende de autorizações e apoio russo. Existem igualmente riscos ambientais significativos.
Por enquanto, a diferença de escala é enorme: em 2025 circularam apenas 3,2 milhões de toneladas pela rota ártica, contra cerca de 464 milhões através do Suez.
Pequim olha, porém, para o longo prazo. O aquecimento acelerado do Ártico poderá aumentar o período anual navegável e transformar a região numa alternativa estratégica sempre que conflitos no Médio Oriente ameacem as rotas tradicionais.
China e Coreia do Sul estão já a acumular experiência que os operadores europeus ainda não possuem.

















