A multiplicação de batidos, barras, cereais e até bolachas enriquecidas com proteína alimenta um negócio avaliado em cerca de 20 mil milhões de dólares, mas os especialistas alertam: aumentar o consumo deste nutriente não produz, por si só, mais músculo. Sem treino de resistência, o efeito será limitado.

A proteína é indispensável à construção e reparação dos músculos, mas também ao funcionamento do sistema nervoso, das defesas do organismo, da pele e das hormonas. As necessidades variam de acordo com a idade, o sexo, a atividade física, a saúde e os objetivos individuais. Muitos adultos saudáveis já consomem diariamente quantidades suficientes e o excesso pode provocar problemas renais ou digestivos.

Os suplementos podem ser úteis para pessoas com pouco apetite ou dificuldade em obter proteína através da alimentação, incluindo alguns utilizadores de medicamentos para emagrecer. No entanto, não substituem alimentos como peixe, feijão, frutos secos, iogurte ou soja. Além disso, alguns produtos enriquecidos contêm demasiado açúcar, sal ou gorduras saturadas.

A ciência aponta para uma conclusão simples: proteína e exercício trabalham em conjunto. Para ganhar massa e força muscular é necessário desafiar regularmente os músculos com cargas progressivamente maiores.