A Colômbia realiza neste domingo, dia 31, eleições presidenciais marcadas por um clima de forte polarização política, ameaças contra candidatos e uma escalada da violência em várias regiões do país. O processo eleitoral é considerado um dos mais tensos dos últimos anos e coloca frente a frente projetos políticos de esquerda, direita tradicional e extrema-direita.
O principal nome apoiado pelo atual Presidente Gustavo Petro é Iván Cepeda, que aparece entre os favoritos nas sondagens. Do outro lado, a disputa ganhou força com a candidatura do advogado Abelardo de la Espriella, representante da extrema-direita, e com a conservadora Paloma Valencia, ligada ao uribismo.
Nas últimas semanas, a campanha foi marcada por ataques atribuídos a grupos armados, ameaças contra políticos e episódios de violência que aumentaram a preocupação das autoridades. O governo colombiano acusa organizações criminosas e grupos guerrilheiros de tentarem influenciar o ambiente eleitoral através do medo e da intimidação.
A segurança tornou-se um dos principais temas do debate eleitoral, juntamente com a economia, o combate à corrupção e o futuro das reformas iniciadas pelo governo Petro. O resultado da votação poderá definir se o país mantém a linha política da esquerda ou se opta por uma mudança de rumo em direção à direita.
Caso nenhum candidato alcance a maioria necessária, a decisão será levada para uma segunda volta, prevista para o final de junho.


















