A Colômbia entra numa nova era política com a tomada de posse de Abelardo de la Espriella. O conservador, de 48 anos, sucede a Gustavo Petro e chega à presidência com uma promessa central: endurecer drasticamente o combate ao narcotráfico e recuperar, nas suas palavras, a “soberania” do país perante o crime organizado.
Advogado conhecido pela defesa de figuras ligadas ao narcotráfico em Miami, Espriella construiu uma campanha marcada por um discurso securitário e pela aproximação a Donald Trump. Entre as medidas anunciadas estão o bombardeamento de laboratórios de cocaína instalados na selva, a retoma da erradicação de plantações através de herbicidas e o reforço da cooperação militar e financeira com os Estados Unidos.
O novo presidente promete ainda construir megaprissões, inspirando-se no modelo adotado por Nayib Bukele em El Salvador, e abandonar as negociações políticas com guerrilhas dissidentes e cartéis.
Na economia, Espriella defende uma redução de 40% da estrutura administrativa do Estado, cortes na despesa pública, descida de impostos sobre as empresas e maior abertura ao dólar. Washington deverá assumir um papel central nesta nova estratégia, com o combate ao narcotráfico a transformar-se no principal eixo da relação entre os dois países.
















