A taxa de desemprego em Portugal desceu para 5,3% no segundo trimestre de 2026, o valor mais baixo registado desde 2002, segundo os dados divulgados esta quarta-feira, dia 5, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Depois de um início de ano marcado por um abrandamento do mercado de trabalho, os meses de primavera e o arranque do verão voltaram a impulsionar a criação de emprego. Entre abril e junho foram criados cerca de 99 mil postos de trabalho, o que representa um crescimento de 1,9% face ao trimestre anterior.

No mesmo período, o número de desempregados diminuiu em 45,5 mil pessoas, fixando-se nos 300,8 mil. Apesar do aumento da população ativa, esta evolução permitiu reduzir a taxa de desemprego de 6,1% para 5,3%.

Segundo o INE, trata-se do valor mais baixo da atual série estatística, iniciada em 2011. Contudo, recorrendo à série anterior do instituto, é possível verificar que Portugal não registava uma taxa trimestral inferior desde 2002.

A recuperação do emprego foi particularmente visível no setor dos serviços, tradicionalmente beneficiado pela chegada da época alta do turismo e pelos chamados empregos de verão. As maiores descidas da taxa de desemprego verificaram-se no Algarve e na Grande Lisboa.

Ainda assim, a evolução positiva não se explica apenas por fatores sazonais. Em comparação com o segundo trimestre de 2025, a população empregada aumentou 2,9%, o equivalente a mais 151,5 mil pessoas, enquanto a taxa de desemprego recuou 0,6 pontos percentuais, passando de 5,9% para os atuais 5,3%.

Apesar dos resultados favoráveis, os indicadores do mercado de trabalho deverão sofrer uma revisão significativa em fevereiro do próximo ano. Nessa altura, o INE irá incorporar as novas estimativas da população residente em Portugal, revistas em alta em junho, o que deverá aumentar os números absolutos da população ativa, empregada e desempregada. Para já, continua por saber qual será o impacto dessa atualização em indicadores como a taxa de desemprego.