No artigo 'SIRESP: Nomeação de oficial da GNR envolta em polémica', publicado a 29 de julho de 2026, são-me imputados factos falsos e formulados juízos gravemente ofensivos da minha honra, sem que eu tenha sido contactado, em momento algum, para exercer o contraditório.
Ao abrigo da Lei de Imprensa, reponho a verdade.
Primeiro. Nunca fui acusado do furto de qualquer peça de vestuário. Quanto ao episódio de 17 de novembro de 2013, no Freeport de Alcochete, nunca existiu contra mim qualquer queixa, acusação ou procedimento criminal. Fui a vítima de uma imputação falsa: a patrulha da GNR chamada ao local concluiu, esgotadas todas as diligências, pela inexistência de qualquer indício de crime, e fui eu que apresentei queixa-crime no Tribunal Judicial do Montijo contra os autores dessa imputação. O processo disciplinar aberto na GNR na sequência de notícia então publicada foi liminarmente arquivado, sem qualquer acusação.
Segundo. No processo relativo ao exercício das minhas funções como Diretor da Polícia Municipal de Cascais fui integralmente absolvido por decisão judicial. Ao contrário do que o artigo afirma, o desfecho das acusações que refere não é desconhecido: consta de decisões judiciais públicas. Todos os processos em que fui visado ao longo da minha carreira terminaram em absolvição ou Página 1 de 2 arquivamento. Não tenho qualquer condenação ou censura, criminal ou disciplinar, antes pelo contrário, tenho várias condecorações, louvores e reconhecimentos ao mérito.
Terceiro. O único processo da minha carreira que terminou numa condenação foi aquele em que fui denunciante: as irregularidades que reportei em 2006, na Escola Prática da Guarda, conduziram, em 2013, à condenação judicial do antigo presidente do Conselho de Administração daquela unidade e de outro Tenente-Coronel da GNR, que atuava em coluio com o primeiro. Nessa sentença, o tribunal elogiou expressamente a minha conduta e classificou de “inadmissível” a punição de que fui alvo enquanto denunciante.
Quarto. Nem eu nem, tanto quanto é do meu conhecimento direto, a SIRESP, S.A. fomos contactados pelo autor do artigo. A alegada “nota de análise” atribuída à SIRESP, S.A. não é do meu conhecimento institucional, nunca me foi exibida e não se encontra identificada, datada ou assinada no artigo.
Reservo-me o direito de recorrer a todos os meios legais ao meu alcance, junto das instâncias reguladoras, deontológicas e judiciais, para tutela da minha honra e do meu bom nome.
Carlos Manuel Rodrigues Coelho, Coronel da Guarda Nacional Republicana

















