Edgar Morin, um dos mais influentes intelectuais do século XX e do início do XXI, morreu esta sexta-feira, 29 de Maio, aos 104 anos. O falecimento foi confirmado pela Multiversidad Mundo Real Edgar Morin, instituição internacional com sede no México dedicada a difundir o seu pensamento.
Nascido em Paris a 8 de Julho de 1921 com o nome Edgar Nahoum, adoptou o apelido Morin durante a clandestinidade em que viveu como resistente ao nazismo durante a Segunda Guerra Mundial. Essa experiência marcaria para sempre a sua relação com a história, a política e a condição humana.
Filósofo, sociólogo e antropólogo, Morin construiu ao longo de mais de sete décadas de trabalho uma obra vasta e inclassificável. É autor de mais de 60 livros, entre os quais O Método, A Cabeça Bem-Feita e Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro, este último elaborado a convite da UNESCO. Foi investigador emérito do Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS), o segundo maior instituto de investigação científica do mundo.
A sua contribuição mais duradoura é a Teoria do Pensamento Complexo: uma abordagem que recusa a fragmentação do conhecimento e defende que os grandes desafios humanos só podem ser compreendidos através do diálogo entre ciências, humanidades e experiências. Para Morin, o saber não podia ser separado da vida , nem a vida separada da incerteza.
Tinha 104 anos. Faltavam pouco mais de cinco semanas para completar 105.
É dele a frase: “Enquanto sou possuído pelas forças da vida, da participação, da curiosidade e da ação, o espectro da morte se afasta.”

















