O Ministério Público (MP) acusou 12 pessoas no âmbito de uma investigação relacionada com o Elefante Branco, conhecido espaço de diversão noturna de Lisboa.
Segundo o Correio da Manhã, entre os arguidos encontram-se pessoas ligadas ao futebol, empresários e elementos das forças policiais. Em causa estão suspeitas de crimes como lenocínio, branqueamento de capitais, associação criminosa, tráfico de pessoas para fins de exploração sexual e tráfico de estupefacientes.
A investigação terá intercetado conversas nas quais clientes manifestavam preferências sobre as mulheres que pretendiam encontrar, sendo-lhes apresentadas várias opções. De acordo com a acusação citada pelo jornal, existiria um esquema organizado de recrutamento de mulheres para exploração sexual.
O proprietário do espaço, Luís Torres, surge entre os acusados. O MP sustenta que, entre fevereiro de 2019 e maio de 2025, foram vendidas no Elefante Branco bebidas no valor de mais de oito milhões de euros, considerando apenas pagamentos efetuados por cartão. As comissões pagas a 513 mulheres terão ultrapassado 2,7 milhões de euros.
A acusação refere ainda movimentos financeiros superiores a 22 milhões de euros nas contas de várias empresas e aponta para rendimentos elevados associados à atividade do estabelecimento. O processo segue agora os trâmites judiciais, cabendo aos tribunais apreciar as provas e determinar eventuais responsabilidades.
Crédito: @elefantebranco.nc | Instagram

















