O futebol pode representar muito mais do que competição desportiva para Angola. Num artigo publicado no passado sábado no Jornal de Economia & Finanças, Arlindo das Chagas Rangel, líder da Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX), defende que a seleção angolana de futebol deve ser encarada como um ativo estratégico capaz de gerar turismo, investimento, receitas comerciais e projeção internacional.
O responsável aponta Cabo Verde como exemplo do potencial económico do futebol. A participação cabo-verdiana no Mundial de 2026 terá ampliado a visibilidade internacional do arquipélago, demonstrando como o desporto pode funcionar como instrumento de ‘soft power’ e promoção de uma marca nacional.
Para Angola, a estratégia passaria por três eixos: transformar o futebol de despesa em investimento, colocá-lo no centro da diversificação económica e aproveitar melhor o talento nacional e a diáspora. Academias, formação, infraestruturas, patrocínios, turismo desportivo e parcerias público-privadas são algumas das áreas identificadas.
Com o próximo Mundial dentro de quatro anos, Rangel considera que existe uma oportunidade para preparar um projeto estruturado. A ambição passa por colocar os ‘palancas negras’, como é conhecida a seleção daquele país, no topo da agenda nacional, não como luxo orçamental, mas como investimento económico e instrumento de afirmação externa de Angola.

















