Angola inicia em setembro a primeira fase da eliminação de plásticos de utilização única, com restrições à importação, produção e comercialização de sacos com espessura inferior a 50 mícrones, palhinhas e cotonetes de plástico, uma medida que integra o Plano de Acção Nacional para a Eliminação Progressiva dos Plásticos de Utilização Única 2025–2027, aprovado pelo Decreto Presidencial n.º 122/25, e obriga empresas e comerciantes a procurar alternativas para produtos de uso quotidiano.
Segundo o Instituto Nacional de Gestão Ambiental, a transição será faseada. O secretário de Estado para o Ambiente, Iury Santos, defende uma aplicação que permita a adaptação dos operadores e proteja o tecido empresarial, acompanhada por fiscalização e sensibilização.
A dimensão do problema é expressiva: Angola produz cerca de 19 mil toneladas de resíduos sólidos por dia, aproximadamente um quarto constituído por plástico, mas recicla menos de 10 por cento, situação essa que as autoridades querem, a médio prazo, inverter.

















