Pedro Sánchez, de 54 anos, voltou a enfrentar divisões no Congresso espanhol, esta quinta-feira, dia 25, num plenário marcado por votações cruzadas e pela aprovação de iniciativas simbólicas sem carácter vinculativo.
Uma moção apresentada pelo Partido Popular reuniu 178 votos a favor e 171 contra, incluindo apoios do Junts per Catalunya e da UPN, num texto que incluía críticas ao Governo e referências à possibilidade de um voto de confiança e de eventual demissão do primeiro-ministro.
Apesar da aprovação de vários pontos, as deliberações não têm força executiva, limitando-se a declarações políticas que serão publicadas no Diário Oficial das Cortes Gerais.
No mesmo plenário, o Governo conseguiu aprovar um decreto relativo aos descontos no passe de transporte para jovens, desta vez com a abstenção do Junts per Catalunya.
Com o apoio dos sete deputados do partido catalão, foram ainda aprovadas duas iniciativas legislativas: a penalização de práticas de terapia de conversão e a transferência da gestão da autoestrada AP-9 para a Galiza.
A votação voltou a evidenciar a posição variável do Junts per Catalunya no hemiciclo, com o grupo a alternar sentidos de voto consoante os diplomas em discussão.
Durante o debate, o deputado Josep Maria Cruset afirmou que “Os socialistas devem saber que estão cada vez mais enfraquecidos, atolados na corrupção. Não têm maioria parlamentar e estão agora ainda mais fracos do que há alguns dias, e isso vai continuar”, acrescentando que “Sánchez deve renunciar e um novo presidente deve ser eleito para deter a extrema-direita, ou podem esquecer-se de nós”.
O Partido Popular defende que o atual ciclo legislativo está esgotado, apontando a ausência de maioria parlamentar e de orçamento aprovado como sinais de fragilidade do executivo.
O Governo e a presidência do Congresso reiteram, por seu lado, que apenas o chefe do executivo tem competência para convocar eleições antecipadas ou apresentar a demissão.
















