Mais de 30 mil pessoas continuam por localizar após os fortes sismos que atingiram a Venezuela na madrugada desta quinta-feira, dia 25, e que provocaram centenas de vítimas.

Perante a dimensão da tragédia, foi criada uma plataforma online destinada a ajudar famílias e amigos a encontrar pessoas desaparecidas. O portal reúne informações fornecidas pelos próprios utilizadores e permite publicar fotografias, nomes, idades e a última localização conhecida dos desaparecidos.

De acordo com os dados disponibilizados pela plataforma, menos de 24 horas após o lançamento já tinham sido registados 34.714 pedidos de procura. Desse total, 2.110 pessoas foram, entretanto, localizadas, enquanto 32.604 continuam sem contacto conhecido.

Importa, contudo, sublinhar que estes números não correspondem a um balanço oficial de desaparecidos. Trata-se de registos inseridos por familiares e conhecidos que ainda não conseguiram confirmar o paradeiro dos seus entes queridos.

Entretanto, as autoridades venezuelanas confirmaram, até ao momento, 164 mortos e 971 feridos na sequência dos dois sismos que atingiram o país. O governo ainda não divulgou um número oficial de desaparecidos.

A gravidade da situação levou também o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) a emitir uma projeção através do sistema PAGER, que estima o impacto potencial de grandes terramotos com base na intensidade dos abalos, densidade populacional e resistência das infraestruturas. Segundo essa avaliação, existe uma probabilidade significativa de o número final de vítimas poder ultrapassar as 10 mil pessoas, podendo, num cenário mais severo, atingir as 100 mil.

Recorde-se que a Venezuela alberga uma das maiores comunidades portuguesas no estrangeiro, com mais de 220 mil portugueses e lusodescendentes a residirem no país.

Créditos: @AlertaMundoNews/X