A greve nacional dos trabalhadores não docentes das escolas provocou, esta segunda-feira, dia 19, o encerramento de, pelo menos, 1370 estabelecimentos de ensino em Portugal, segundo dados divulgados pelo Sindicato Nacional dos Profissionais da Educação (Sinape). A paralisação de 24 horas registou uma adesão estimada de 80%, de acordo com a estrutura sindical.
"Nós temos uma taxa [de adesão] de aproximadamente 80%. Tínhamos 1370 escolas fechadas", revelou Francisco Pinto, dirigente do Sinape, em declarações à agência Lusa, pelas 13:20.
Os distritos de Lisboa, Setúbal, Coimbra e Leiria estão entre os mais afetados, com um número significativo de escolas encerradas. Também foram registados estabelecimentos fechados em Matosinhos, Viseu, Castro Daire, Aveiro e no Algarve.
No Alentejo, o sindicato aguardava ainda informações sobre a dimensão da paralisação, devido às dificuldades na recolha de dados.
A greve provocou situações distintas: algumas escolas nem chegaram a abrir portas, enquanto outras iniciaram as atividades às 08:00, mas encerraram uma hora depois, por falta de funcionários.
Em causa estão reivindicações de assistentes operacionais, assistentes técnicos e técnicos especializados e superiores, que exigem carreiras próprias, progressão profissional e reconhecimento das suas funções.
O Sinape denuncia que estes profissionais "encontram-se em regime de precariedade consecutiva, sem carreira, sem progressão e sem reconhecimento funcional na administração pública".
Os números de encerramentos e adesão são provisórios e foram avançados pelo sindicato. O Ministério da Educação ainda não se pronunciou.

















