O líder do PAIGC e principal rosto da oposição ao regime militar na Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, foi autorizado pelas autoridades judiciais militares a abandonar o país e viaja neste momento para Portugal, onde será submetido a tratamento médico.
A autorização, emitida pelo Tribunal Militar Regional e datada desta quinta-feira, 23 de julho, determina que Domingos Simões Pereira seja conduzido sob escolta até ao Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, em Bissau, para embarcar num voo da TAP com destino a Lisboa. O documento refere que o antigo primeiro-ministro seguirá para um centro especializado da Cruz Vermelha Portuguesa, onde receberá assistência clínica.
A decisão surge depois de vários dias de detenção, num caso que gerou forte preocupação entre apoiantes do dirigente e diversos observadores internacionais, que alertaram para o agravamento da tensão política no país.
Domingos Simões Pereira é a principal figura da oposição à Junta Militar que assumiu o poder na sequência de um golpe de Estado, tornando-se um dos mais destacados críticos da atual liderança. A sua saída para Portugal é vista como um desenvolvimento de grande relevância política e poderá desencadear novas reações da comunidade internacional relativamente à situação na Guiné-Bissau.


















