A privatização da TAP poderá trazer uma mudança importante na estratégia da companhia e reforçar o peso das tarifas mais baixas. Os grupos interessados na entrada no capital da transportadora portuguesa consideram que Portugal apresenta condições para assumir um papel mais relevante no mercado europeu das companhias de baixo custo.

A localização geográfica do país, o crescimento do turismo e a importância das ligações entre Europa, Brasil, África e América do Norte estão entre os argumentos utilizados pelos potenciais investidores. A TAP dispõe atualmente de 24 rotas para o Brasil e transportou, em 2025, cerca de 558 mil passageiros no primeiro semestre apenas nas ligações entre Portugal e aquele país.

O Governo está próximo de escolher o parceiro minoritário que entrará no capital da empresa. Neste momento crítico, os candidatos estarão a intensificar contactos e a apresentar as respetivas estratégias.

A questão decisiva será perceber até que ponto a aposta em preços mais competitivos poderá coexistir com a manutenção do “hub” de Lisboa e com o posicionamento tradicional da TAP como companhia de rede.