O assalto ao gabinete do Chega na Assembleia da República, ocorrido na madrugada de 28 de julho, não foi um caso isolado. Segundo noticia o Correio da Manhã, vários deputados denunciaram, ao longo dos últimos anos, o desaparecimento de bens pessoais e de trabalho no interior do Parlamento, levando mesmo à apresentação de queixas às autoridades. Duarte Pacheco é um deles.

O antigo deputado do PSD ficou sem o computador portátil depois de o deixar na secretária do gabinete durante a hora de almoço. O equipamento desapareceu enquanto se encontrava ausente e o caso foi participado pelo próprio à GNR, que tomou conta da ocorrência. O episódio terá ocorrido há cerca de uma década, durante o período em que desempenhava funções na Assembleia da República, onde esteve entre 1991 e 2024.

Duarte Pacehceo comunicou que o portátil não continha segredos de Estado, mas guardava documentos relacionados com o trabalho parlamentar e poderia incluir informação reservada de comissões de inquérito que decorriam nessa altura.

De acordo com o mesmo jornal, além de computadores, canetas, óculos de sol e outros objetos pessoais desapareceram de gabinetes parlamentares em diferentes ocasiões. Os episódios terão sido reportados por deputados de vários partidos, evidenciando que os furtos no interior da Assembleia da República não constituem uma realidade recente.

O caso ganhou nova atenção após o assalto ao gabinete do Chega, que motivou uma investigação para apurar as circunstâncias da intrusão e identificar os responsáveis. A notícia revela que os antecedentes conhecidos levantam questões sobre as condições de segurança no Parlamento, um dos edifícios mais sensíveis do Estado português.

Até ao momento, a Assembleia da República não divulgou informação detalhada sobre eventuais medidas adicionais de reforço da segurança na sequência destes episódios, enquanto as autoridades prosseguem as investigações relacionadas com os furtos denunciados.