Cerca de 3 mil portugueses e lusodescendentes foram obrigados a abandonar as suas casas devido aos incêndios de grandes dimensões que continuam a devastar a região de Bordéus, em França. As famílias foram encaminhadas para centros de acolhimento, numa operação de emergência que já retirou mais de 220 mil pessoas das zonas de maior risco.

A informação foi confirmada pelo conselheiro das comunidades portuguesas, Filipe Dantas, que adiantou que a maioria dos portugueses afetados reside em Le Porge, uma das localidades mais atingidas pelas chamas, onde várias habitações foram destruídas.

Também houve evacuações de portugueses e lusodescendentes residentes em Ares, Marcheprime, Mios, Cestas, Biscarrosse, Le Haillan e Saint-Médard-en-Jalles, tendo todos sido encaminhados para o Centro de Exposições de Bordéus, preparado para receber os desalojados.

As autoridades portuguesas estão a acompanhar de perto a evolução da situação. O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, de 65 anos, já contactou o conselheiro local, enquanto o Consulado de Portugal em Bordéus mantém o acompanhamento permanente da comunidade.

Para já, não há registo de vítimas portuguesas, embora ainda esteja por avaliar a dimensão dos prejuízos materiais provocados pelo incêndio.

O fogo deflagrou na passada quarta-feira na região turística da Baía de Arcachon e continua a mobilizar um forte dispositivo de combate. Desde sexta-feira que as evacuações se intensificaram devido ao avanço das chamas.

Segundo o ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, de 61 anos, os incêndios já consumiram 115 mil hectares este ano em França, o valor mais elevado de sempre. Face à gravidade da situação, o Presidente francês, Emmanuel Macron, de 48 anos, convocou uma reunião de crise para avaliar a evolução dos fogos e reforçar a resposta das autoridades.

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