A província do Cubango registou 1126 diagnósticos positivos de VIH entre janeiro e agosto de 2026, mais 239 do que no mesmo período do ano passado. Entre os casos identificados, 926 correspondem a pessoas com mais de 15 anos, 135 a mulheres grávidas e 65 a crianças menores de cinco anos.
Em 2025, durante igual período, tinham sido contabilizados 887 casos: 723 em maiores de 15 anos, 113 em grávidas e 51 em crianças pequenas. As autoridades sanitárias admitem que parte do aumento poderá resultar da repetição de testes por utentes que procuram diferentes unidades de saúde por dificuldade em aceitar o diagnóstico.
A supervisora provincial do Programa de Luta contra o VIH/Sida, Maria de Fátima Matias, defendeu o reforço do acompanhamento psicológico e das campanhas de sensibilização. A província dispõe atualmente de reservas suficientes de medicamentos antirretrovirais, permitindo assegurar o tratamento dos doentes diagnosticados.
A maior preocupação está no abandono da terapêutica por alguns pacientes, comportamento que aumenta os riscos individuais e coletivos e favorece a transmissão. Os dados exigem prevenção dirigida a jovens, grávidas e comunidades com menor acesso aos serviços. Também será necessário melhorar os sistemas de registo para evitar duplicações e conhecer com rigor a dimensão da epidemia. Testagem, confidencialidade e adesão contínua ao tratamento são decisivas para travar o crescimento.

















