José Sócrates, de 69 anos, vai regressar ao banco dos réus a 19 de outubro para responder num novo julgamento relacionado com a ‘Operação Marquês’. Em causa está o processo de menor dimensão resultante do megaprocesso, no qual o antigo primeiro-ministro do PS será julgado por crimes de branqueamento de capitais e falsificação de documentos.
As sessões serão presididas por Rúben Vieira, magistrado com apenas quatro anos de experiência, segundo avança este domingo, dia 13, o Correio da Manhã. A escolha coloca um juiz ainda com um percurso relativamente curto na magistratura à frente de um dos processos judiciais de maior mediatismo dos últimos anos em Portugal.
Este julgamento constitui apenas uma das frentes judiciais que Sócrates enfrenta no âmbito da ‘Operação Marquês’. O processo original remonta a uma acusação do Ministério Público apresentada em 2017, que imputava ao ex-governante 31 crimes.
Após sucessivas decisões, recursos e reviravoltas judiciais, o Tribunal da Relação de Lisboa determinou, em janeiro de 2024, que Sócrates fosse levado a julgamento por 22 crimes: três de corrupção, 13 de branqueamento de capitais e seis de fraude fiscal.
O processo que arranca agora a 19 de outubro é distinto dessa componente principal e incide sobre crimes de falsificação e branqueamento.
Sócrates, que chefiou o Governo PS entre 2005 e 2011, tem contestado ao longo dos anos as acusações e a atuação do Ministério Público. O novo julgamento abre, assim, mais um capítulo de um processo judicial que se prolonga há mais de uma década.

















