Mais de 300 trabalhadores da RTP (339) poderão sofrer uma redução significativa na remuneração no final de agosto, depois de o Conselho de Administração (CA) da estação pública ter decidido suspender, este mês, o processamento de vários subsídios pagos aos funcionários, como o 24Horas contou na quarta-feira. Vítor Gonçalves, Fátima Campos Ferreira e Carlos Daniel são apenas alguns dos nomes sonantes que vão receber menos este mês.

Em causa estão, entre outros, subsídios de apresentação, coordenação, estrutura e reintegração, cuja suspensão surge na sequência de um projeto de relatório da Inspeção-Geral de Finanças (IGF). O documento foi elaborado no âmbito de uma auditoria à RTP relativa ao período entre 2018 e 2024, solicitada pela Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública da Assembleia da República.

Segundo as conclusões preliminares da IGF, citadas na informação conhecida sobre o processo, existem dúvidas quanto à gestão financeira e de recursos humanos da empresa pública, em particular relativamente à atribuição deste tipo de remunerações. A inspeção considera que alguns destes pagamentos são “indevidos” e não têm “base legal”.

O 24Horas sabe que dos 339 trabalhadores da RTP estão nomes como o diretor de Informação, Vítor Gonçalves, e o seu antecessor, António José Teixeira, Fátima Campos Ferreira, Alberta Marques Fernandes, João Adelino Faria, João Tomé de Carvalho, Carla Trafaria, Carlos Daniel, Cristina Esteves, Hélder Silva, Cândida Pinto, Maria Flor Pedroso, Paulo Sérgio e Eduarda Maio.

"Isto está um inferno", reconhece uma fonte da estação pública ao 24Horas, incrédula com tudo o que se está a passar, acreditando, porém, que tudo vai acabar por "correr bem": "A administração e os

Tratando-se de um projeto de relatório, as conclusões da auditoria ainda não são definitivas. A decisão da administração coloca, no entanto, os suplementos remuneratórios pagos pela RTP no centro da discussão sobre a gestão da empresa pública e os critérios utilizados na atribuição destas verbas.