O PCP vai realizar protestos, buzinões e ações de contacto em todo o País a partir de quinta-feira, dia 17, contra o aumento do custo de vida, exigindo aumentos dos salários e das pensões e medidas de controlo dos preços. A iniciativa foi anunciada por Vasco Cardoso, dirigente da Comissão Política do Comité Central, na sede nacional do partido, em Lisboa.
A jornada, sob o lema 'Romper com as injustiças, novo rumo para Portugal, uma vida melhor', surge também como resposta à decisão do Banco Central Europeu de aumentar as taxas de juro em 25 pontos base, para 2,50%, pela segunda vez este ano.
Para Vasco Cardoso, a decisão do BCE é “errada” e volta a penalizar “os trabalhadores e as suas famílias”. O dirigente comunista criticou ainda a política do Governo PSD/CDS-PP, acusando o Executivo de estar “ao serviço dos grupos económicos”.
Perante aquilo que classifica como “lucros escandalosos” da banca, petrolíferas e grande distribuição, o PCP reclama um aumento geral dos salários, incluindo do salário mínimo, e uma subida intercalar de 50 euros em todas as pensões, com retroativos a julho.
Entre as propostas estão ainda a redução dos juros e comissões bancárias, a regulação das rendas e dos preços dos combustíveis, a fixação do preço da botija de gás em 20 euros e a aplicação de IVA de 6% à energia.
Sobre as medidas anunciadas por Luís Montenegro, o PCP criticou a atribuição de um suplemento extraordinário aos pensionistas em vez de um aumento permanente. Quanto à redução do IRS, Vasco Cardoso afirmou que o partido aguarda pelos detalhes, mas deixou um reparo: “Temos tido muitas alterações no IRS. Os salários é que continuam baixos.”

















