Emma Bonino, uma das figuras mais reconhecidas da política italiana e europeia, morreu aos 78 anos, deixando um percurso marcado pela defesa dos direitos civis, da integração europeia e das liberdades individuais.

O governo italiano aprovou a realização de exéquias de Estado, previstas para terça-feira, em Roma, depois da câmara ardente no Capitólio. O anúncio provocou homenagens de todo o espetro político e das instituições europeias.

Nascida no Piemonte, em 1948, Bonino entrou na vida pública através do movimento radical e das campanhas pela legalização do aborto. Foi deputada, ministra do Comércio Internacional e dos Negócios Estrangeiros e comissária europeia. Participou ainda em campanhas contra a pena de morte e a mutilação genital feminina.

Sergio Mattarella falou numa perda coletiva e Giorgia Meloni, apesar da distância política, reconheceu uma voz forte e inconfundível, e em Bruxelas, Roberta Metsola recordou uma mulher que ajudou a dar forma à Europa.

Bonino deixa uma cultura de intervenção pública baseada na desobediência civil, na responsabilidade individual e na recusa do silêncio conveniente.